sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eu sou, tu és, ele é...


Quem sou eu? È um pergunta que devíamos fazer todos os dias quando abrimos os olhos para mais 24h de nossa ocupação nesse espaço terrestre. Quem você é agora não está mais em jogo, mas sim, quem eu quero ser quando crescer, e o que eu faço para ser uma pessoa melhor que ontem, e amanhã melhor que hoje. O que importa mesmo é o diferencial das nossas ações, das reações implícitas e muitas vezes mascaradas diante de tanta hipocrisia. Apenas viramos a cara para o que não esta diretamente ligado ao nosso ego, e continuamos nossa jornada sem olhar para tangente. Com falsa modéstia, por muito, portamo-nos como altezas não querendo ser incomodados com o paupérrimo ser que nos pede alimento, dinheiro, drogas e abrigo. Pedindo-nos atenção, um pouco de frio, um bocado de calor, um gole d’água por favor, nos pedindo vida. Damos meia volta em nosso jardim e nada que foi passado será lembrado, há não ser que nos tenha sido roubado, matado, furtado e nossos bolsos rasgados em nosso egocentrismo corrompido pela falta de segurança que eu mesmo não me precavi de tê-la; arrancando de todos os pedires um socorro! - Olhem para mim, não sou eu quem escolheu meu paradeiro, não sou digno de polir-me com seu ultraje, nem tampouco com seus sapatos, e estou sujo, feio e semi-analfabeto. Embora todos esses não classifiquem meu ideal, estou ainda pedinte, estou mendigo e ladrão. Mas não sou chamado de Vossa Excelência pelos que me estendem as mãos, sou eu ainda condenado, mesmo ajudado, um coitado que talvez tenha uma chance de viver nesse mundo de salteadores de vidas. Acredite! Eu fui roubado primeiro! E muitas vezes ainda cientes desses fatos não pouco fictivos em nosso bem estar, somos incapazes de fazer apenas a nossa parte como cidadãos, como irmãos e como seres humanos lutando pelo bem geral. Vivemos uma vida morna e mesquinha, sem nem ao menos lutarmos por um futuro melhor para nossos “filhinhos” – não esses afins – mas todos aqueles que herdarão os frutos de nossos contratempos e tempos dedicados em si mesmo. Para Toda ação há uma reação – já dizia nosso caro Newton; Pois tudo que se faz hoje reflete no amanhã – reflete em mim, em ti, reflete no mundo. E quem eu sou continua sendo uma pergunta ínfima diante de tantas outras que nem nos tiram o sono, porque ainda o sou também, pequeno tão quanto ao que recolho as mãos. Mas somos do tamanho daquilo que desejamos ser. E se pensarmos pequeno – nosso mundo será pequeno, mas se pensarmos grande – nosso mundo será grande; do tamanho que meus pensamentos alcançam ou do tamanho que eu acredite que ele ainda possa chegar, no eu que plantei hoje para um amanhã modificado, pronto pra mudar e ser mudado novamente.

Bruno Rangel

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